12 dezembro 2014

MEU PAI É UM REI :)


MEU PAI É UM REI - Da série, Meu Conto
 
Cap. 01 – Chegando em Bustling City
          Pela janela do carro Ene admirava os grandes prédios de Bustling City, era a primeira que saía de casa para ir a um lugar tão longe e tão grande, a jovem nem acreditava que estava mesmo indo morar em uma das maiores metrópoles de seu país. Toda aquela paisagem era novidade para ela, afinal viera de Flox, e Flox era uma cidade tão pequena que todo mundo conhecia todo mundo, um lugar onde tudo que acontece todos ficam sabendo. O que nem todos sabiam era para onde tinha ido o pai de Ene, mas a jovem não se importava muito com isso, sabia que um dia reencontraria o pai, ainda que fosse pra lhe jogar na cara umas verdades que ele precisava ouvir, por não ter sido corajoso o bastante para assumir a filha, e ao invés disso sumir mundo a fora, ela tinha o discurso escrito em seu diário esperando o dia em que pudesse usá-lo. Ao passar por um café numa rua super movimentada Ene lembrou que prometera ligar para sua mãe assim que desembarcasse do avião, para que ficasse mais tranqüila, já que, sua mãe não fazia questão alguma da filha ir morar tão longe, não haveria necessidade para isso, mas já que a filha insistira tanto Marie havia deixado, quem sabe quando ela conhecesse a cidade não mudaria de idéia e voltaria para casa, afinal Bustling City era totalmente o oposto de Flox. Mas Ene não tinha muita certeza quanto a isso, mal chegara em Bustling City e já estava adorando morar naquele lugar. Pegou seu telefone celular e discou o numero de sua mãe, e não demorou muito para a mulher que estava atenta do outro lado da linha atender.
            - Alô, filha.
            - Oi mamãe, acabei de chegar, em instantes estarei com Diane, mal posso esperar para vê-la, é uma pena ela não poder ter ido me encontrar no aeroporto, mas ainda estou feliz de estar aqui – disse Ene empolgada.
            - Tudo bem minha filha, que bom que já chegou e está tudo bem com você, assim que possível me ligue novamente para me informar como está sendo morar em uma cidade tão grande.
            - Pode deixar Sra. Marie Preocupada – Ene era só risos ao falar isso.
Ene percebeu que a paisagem mudara, de prédios altos para árvores frondosas e bonitas, as ruas abrigavam pequenas casas que por dentro Ene tinha certeza que eram familiares e aconchegantes, não lembrava de Diane comentar que morava num lugar tão arborizado, será se o taxista se enganara e estava indo para o lugar errado, imediatamente desligou o celular e começando a ficar nervosa falou:
- Senhor, você tem certeza que está indo para Falaenopólis?
- Sim, senhorita, o endereço que me entregou fica nesse bairro, não tenho dúvidas quanto a isso, eu moro aqui. – falou o taxista com uma paz que imediatamente tranqüilizou-a.
          O carro entrou em uma rua cheia de sobrados de tijolinhos laranjas, todos idênticos, pareciam de brinquedos, alguns tinha suas janelas com vasos de plantas, o que deixavam ainda mais encantador. O taxi parou no numero 7, uma das ultimas casas, ou uma das primeiras dependendo de que lado você chegasse. Aparentemente era o sobrado que mais tinha flores nas janelas, não era de se surpreender, Diane gostava muito de plantas, então era mais que normal. Ene agradeceu o taxista e tocou a campainha. Estava ansiosa, não via sua irmã há quase sete anos, quando Diane partira para Bustling City, mal podia esperar para abraçá-la novamente. As meninas poderiam não ter conhecido o pai, mas com certeza algo que sua mãe lhes ensinara era a serem unidos, amor e união nunca faltou na casa dos Santez. Ene não tinha somente Diane como irmã, a lista de irmãos era bem mais extensa com Joshua, o primogênito, Alfred o segundo filho, Diane, Verônica, Ene e o caçula Frank.
        Enquanto esperava alguém abrir a porta, Ene olhava a rua, algo ali era diferente de tudo que já conhecera, aquele lugar nem parecia que fazia parte daquela cidade gigante, não era somente por ser diferente fisicamente do restante da cidade, ou pelo menos das ruas que passara enquanto ali chegava, mas algo ali, algo mágico, era intrigante.
 
Continua...
 
 


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